Em Janeiro/2011, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou inflação de 5,25%. A elevação nos preços dos produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 216,45. Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 540,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 88 horas e 43 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 649,35.
Com base no custo mais elevado apurado para a cesta básica – que, em janeiro ocorreu em São Paulo – e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro, o menor valor pago deveria ser de R$ 2.194,76, o que corresponde a 4,06 vezes o mínimo em vigor, de R$ 540,00. Em dezembro de 2010, quando o menor salário pago no país deveria ser de R$ 510,00, pelo menos R$ 2.227,53, (ou 4,37 vezes o mínimo) deveriam ser pagos ao trabalhador, enquanto em janeiro do ano passado o menor salário do país deveria ficar em R$ 1.987,26 (3,9 vezes o mínimo).
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