O mundo árabe está em chamas! Os povos da Tunísia e, agora, o do Egito promovem nas ruas grandes manifestações que se confrontam com uma polícia assassina e os Exércitos dos ditadores submissos a aos interesses dos Estados Unidos da América (EUA) e ao sionismo.
Iniciada na Tunísia, a revolução do Jasmim como ficou conhecida a onda de protestos que ganhou as ruas e derrubou o ditador, se estendeu ao Egito. As massas árabes estão sendo há anos massacradas, dominadas e amordaçadas pela política criminosa do imperialismo americano e sua principal base militar – Israel, que têm sobre o Oriente Médio o poder avassalador sobre os governos ditatoriais e a principal riqueza da região e que move o mundo capitalista: o petróleo
O fantoche MubaraK, ditador do Egito há 30 anos, cumpre o papel, ao lado da Arábia Saudita, Jordânia, e outros, de garantir a segurança das grandes e imperiais empresas petrolífera e o domínio dos sionistas nos territórios palestinos, estrategicamente importante para manutenção do poder imperialista na região há mais de 60 anos.
Os EUA e Israel buscam uma saída que seja uma transição pacífica e moderada para uma “democracia”, onde o povo do Egito e da Tunísia continue sofrendo os horrores impostos por uma situação de total submissão aos interesses do império.
Por outro lado, a população nas ruas não desiste de exigir uma mudança radical e o rompimento com os EUA e Israel. Nesse sentido, as manifestações do povo no Egito cumpre um papel muito importante na emancipação e autodeterminação do povo no Oriente Médio. O Egito é o país que concentra a maior força de trabalho do Oriente Médio.
Apesar do movimento sindical e social ter sido violentamente reprimido nos anos 80 e 90, quando o ditador Mubarak utilizou munição de guerra contra os grevistas, o movimento dos trabalhadores, deste dezembro de 2006, sustenta uma grande onda de greves não vistas desde 1946. E o sentimento crescente é que a solução para seus problemas imediatos passa pelo rompimento com o imperialismo.
VIVA A INTIFADA ÁRABE!
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